Numa dessas conversas corriqueiras com um amigo, falava de cometer suicídio de forma banal. Vomitava a palavra suicídio sem dar o peso que ela tem, eu sabia, que o que dissera não era verdadeiro, não sentia o enjoo daquilo que vomitara. Era drama, era mimo. E eu, indignada, retruquei: " Mas oras, pare de bobagem, fala assim, mas é um covarde que não tem nem coragem de se matar". Sua resposta me rendeu o silêncio de um sentimento desses que sempre resisti sentir: "É verdade Isabelle, não tenho coragem de me matar, mas se pudesse não teria escolhido nascer".
Da conversa restou o silêncio.
( Para meu amigo Fernando, e uma amizade tão certa quanto a morte, e do nosso desejo de não nascer )
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