sábado, 24 de dezembro de 2011

Nada é tão triste, nada é tão alegre. Na verdade nada é, e poucas coisas são.

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Sem Palavras

Móveis Coloniais de Acaju

Eu sei que nada tenho a dizer,
Mas acabei dizendo sem querer
Palavra bandida!
Sempre arruma um jeito de escapar (hum!)
Seria tudo muito melhor
Se a música falasse por si só
Dá raiva da vida
Nada existe sem classificar (não!)
Penso, tento
Achar palavras pro meu sentimento
Tanto é pouco, nada diz
Não é triste, nem feliz
Mesmo sendo
Um pranto, um choro ou qualquer lamento
Nada importa, tanto faz
Se é pra sempre ou nunca mais
Pensei em mil palavras, e enfim
Nenhuma das palavras coube em mim
Não vejo saída
Como vou dizer sem me calar?
Diria mudo tudo o que faz
Minha vida andar de frente para trás
Uma frase perdida
Num discurso feito de olhar
Penso, tento
Achar palavras pro meu sentimento
Tanto é pouco, nada diz
Não é triste, nem feliz
Mesmo sendo
Um pranto, um choro ou qualquer lamento
Nada importa, tanto faz
Se é pra sempre ou nunca mais
Não é medo, nem é riso
Não é raso, não é pouco, nem é oco
Não é fato, nem é mito
Não é raro, não é tolo, não é louco
Não é isso, não é rouco
Não é fraco, não é dito, não é morto
Não, não, não, não!
Eu sei que nada tenho a dizer
Pensei em mil palavras, e enfim
Seria tudo muito melhor
Pensei
Seria
Se um dia alguém puder me entender

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

O Duplo

Das vezes que me senti o ridículo, foram as vezes que eu fui mais eu mesma. Senti vergonha.
Então, sou a vergonha e o ridículo. Duas vezes.

Invisível

Sinto fome, porque a fome me enche nesse mundo vazio.
Sinto sede, porque estou com a garganta seca de tanto gritar e ninguém me ouvir.
Sinto-me só, porque estou no meio de tanto gente e isso só vem a completar meu vazio, minha insignificância e minha solidão.