Procuro palavras alheias porque as minhas são feias e inúteis. Não quero escrever tristeza quando me sinto triste, e nem sobre alegria quando estou a sorrir por qualquer motivo – me parece tão óbvio e irreparável. Além do mais, meu português é tão imbecil que me encho de vergonha ao escrever. E então eu me confundo, sempre me confundo, e sempre acabo por assim dizer: nada.
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